A leitura da holding familiar como um instrumento essencialmente tributário empobrece o desenho da estrutura e adia decisões que só ficam mais caras com o tempo.
A função primária de uma holding é organizar poder, governança e sucessão. A eficiência tributária é consequência — não causa — de um desenho bem feito.
Antes de discutir alíquotas, é preciso responder: quem decide, quem recebe, quem sucede e como se resolvem divergências entre herdeiros com interesses distintos.
Estruturas construídas apenas com foco fiscal costumam colapsar na primeira sucessão. Estruturas construídas com foco em governança sobrevivem.
