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Como a segurança jurídica impacta operações de fusões e aquisições

Portal Segs · Porto Alegre, 19 de maio de 2026 · Negócios · Reportagem: Redação Segs

Entrevistado: Sandro Wainstein — Advogado especialista em advocacia empresarial e gestão de riscos

4 min de leitura

Matéria do portal Segs sobre segurança jurídica em operações de fusões e aquisições
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MAI 2026
Publicação original — Portal Segs, 19.5.2026

Em um ambiente de negócios cada vez mais orientado por crescimento via aquisições, o insucesso de operações de fusões e aquisições (M&A) tem revelado uma origem menos evidente do que se imagina: problemas jurídicos, e não financeiros.

Entre os principais pontos de risco estão passivos ocultos, inconsistências contratuais, fragilidades em acordos societários e lacunas em compliance. Muitas vezes não identificados com a devida profundidade, esses elementos acabam emergindo após a conclusão do negócio, gerando conflitos entre as partes e impacto direto na viabilidade da operação.

O cenário se torna ainda mais sensível diante da maior complexidade regulatória e do avanço da judicialização no ambiente empresarial brasileiro. Isso exige uma mudança de abordagem: a área jurídica precisa deixar de atuar como suporte e assumir papel estratégico desde as fases iniciais da operação — inclusive na integração pós-aquisição, etapa frequentemente negligenciada.

Operações bem-sucedidas são aquelas em que há equilíbrio entre análise financeira e jurídica, com alinhamento claro entre as partes e previsibilidade sobre riscos.

Grande parte das operações que enfrentam disputas, perda de valor ou até ruptura poderiam ter sido evitadas com uma diligência jurídica mais aprofundada e estratégica.

— Sandro Wainstein, ao portal Segs

O que uma diligência jurídica estratégica precisa cobrir

  • Passivos ocultos

    Mais do que listar contingências, entender seus efeitos no negócio e sua capacidade de gerar litígio.

  • Consistência contratual

    Revisar contratos relevantes para eliminar divergências que reaparecem na execução do negócio.

  • Acordos societários

    Estrutura de poder, saída e impasse definidas antes do fechamento, não depois.

  • Integração pós-aquisição

    Alinhar responsabilidades assumidas e governança futura ainda na fase de negociação.

Sua empresa está avaliando uma fusão ou aquisição com diligência jurídica à altura do risco envolvido?