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Startups crescem sem regras e elevam risco societário

Portal Diogo Lamarque · Porto Alegre, 16 de junho de 2026 · Editoria Negócios · Reportagem: Diogo Lamarque

Entrevistado: Sandro Wainstein — Especialista em advocacia empresarial

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Manchete da matéria “Startups crescem sem regras e elevam risco societário” no Portal Diogo Lamarque, com declarações do advogado Sandro Wainstein
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JUN 2026
Publicação original — Portal Diogo Lamarque, Negócios, 16.6.2026

O crescimento acelerado de startups no Brasil tem exposto uma fragilidade recorrente: a ausência de acordos básicos entre fundadores. Questões que antes surgiam apenas em fases mais maduras, como divisão de participação, papéis na gestão e critérios de tomada de decisão, agora aparecem de forma antecipada, muitas vezes em meio à expansão do negócio.

Na prática, a falta de alinhamento inicial tende a gerar impasses sobre poder de decisão, distribuição de resultados e até mesmo permanência de sócios no projeto. Sem instrumentos jurídicos bem definidos, como acordo de sócios e regras de governança, essas divergências podem evoluir rapidamente para disputas mais complexas, com reflexos diretos na continuidade da empresa.

O ambiente de inovação, que valoriza agilidade e crescimento rápido, também contribui para o cenário: discussões estruturais acabam postergadas em nome da execução, comprometendo a sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo. Na entrada de investidores, a ausência de organização societária dificulta negociações, reduz a atratividade da startup e eleva o nível de exigência em processos de due diligence — impactando diretamente o valuation e o retorno dos próprios fundadores.

É comum vermos startups ganhando tração sem que os fundadores tenham definido, de forma estruturada, regras essenciais da sociedade. Quando surgem divergências, o negócio já está exposto, o que aumenta significativamente o risco de conflito e de impacto na operação.

— Sandro Wainstein, ao Portal Diogo Lamarque

O que estruturar desde o início

  • Acordo de sócios

    Divisão de participação, papéis na gestão e critérios de decisão definidos antes do crescimento — não depois do conflito.

  • Regras de governança

    Poder de decisão, distribuição de resultados e condições de permanência e saída de sócios formalizados.

  • Preparação para investidores

    Organização societária que resiste à due diligence, preserva o valuation e destrava negociações.

  • Mudança de postura

    Definir regras não engessa o negócio: cria segurança para crescer de forma sustentável e com menor exposição a conflitos.

Sua startup já tem acordo de sócios e regras de governança definidas desde o início?